Espirais (5)

Cansada, escolhe encolher a estrada com frases prontas e paixões manjadas, guardou o diário na última gaveta da cômoda, a mesma onde guardava todas as permissões a tentar que juntara. Havia tanto que ainda enxergava, mas o tempo, em seu desespero de passar, não levava as concepções já geradas, era como quando não sabia nada além de que algo faltava, nomeou-se do que conquistou, era amada, convenceu-se que sua vontade não importava, mas era no reflexo que ficava todas as teorias de vida e raspava do tudo a única essência que encontrava, o amor de fora era o que nutria sua alma, seu ego, sua estada, deixou ser escalada, era nada ou permitir-se ser tomada e esvaziar.
Nos mapas perdia mais do que encontrava, fugia de seu corpo, sua realidade inanimada, possuia tanto amor em teoria que transbordava, no fundo sabia, jamais significara mais do que 2 centenas de ilusórias tentativas falhas, tantos sorrisos e sentidos que se tornaram nada, momentos esquecidos, destrancados, voaram da gaiola, sem causa.

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