Destino

Desconsidero ir embora, assumo a perda da direção, não sigo, apenas caminho, cego me guio, me convenço de não atender seu sinal de perigo, ainda assim estou ao seu encontro, me deixa tonto considerar o quanto o destino tem sido desonesto, me testo, me entrego a última sensação de um coração pedinte, o contento momentâneo do seu calor vindo junto ao vento. Quem dera explicar a falta como espera, mas já não me emprestam visão, e estou prestes a ver do escuro, a silhueta, cego por te ver. Ainda sem caminho, pegadas levadas pelo destino, desce a força, o roteiro ensaiado, sua imagem, tudo a ver. Tê-lo ao meu lado foi escolha, a ressaca, a bonança, subtraído abraço, o olhar ao espaço, derivando à deriva, em alta voltagem e abaixo a dor, abaixo amor, abaixou.
Foi a última escolha, deixei descer entalado com todos os outros sentimentos que haviam ficado, deixei de ser.

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