Inaudível

Não digo, reconheço, não sei dizer o que penso, e quando tento, não sei como te digo, não sei te fazer ficar.
Eis o lema do ditado, não chegar a onde foi mandado, tornar-se dizeres inaptos, apenas divagar.
Devagar como sinal de fumaça, fica na beira da praia, encontra o abismo e para, quase a despencar.
E se fosse sulficiente, colocaria em fogo, em braza ardente, até solidificar. E das cinzas ali deixadas, a sinapse fazendo-se clara, a nós a essência declara, a reflorestar.
Poderia,
Se houvesse o dom,
Andorinha,
Há se me desse chão.
Seria como ter olhos, ser guia, só assim eu andaria, desbravando as teorias, desabando a desaguar.
Assim mesmo é o amor, como a cortina arrastada ao vento, sempre dependendo, pendendo a direção do intento, sem pestanejar. E se me sopra voo ao seu caminho, volto, mesmo sozinho, fico a rodear. Rodeio a felicidade e faço dessa cidade um coração habitável, esperando pelo tratado, a unir o vento a cortina, e a eles acompanhar.

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