Despercebido

Passou mais um vagão cheio de corações vazios, tanta gente, incosciente, tentando crescer, ser gente. Não digo que falta sangue a circular, são mil litros por segundo, mas isso é tudo que passa, despercebido, a bombear.
Encontro inerente a essa gente, a falta do sim que defini seu egos ou os torne ternos a razão. Não falta cura, falta vertente, falta ver-se no outro, certamente, falta perceber o vagão vago e, ao lado, outro a esvaziar, o vagão partindo, outro partido e outro a acompanhar.
Propomos todos essas teorias do que somos, mas no fim contamos mais algumas estações, o ano acaba, a vida passa e o que temos é a essência do medo em todos momentos a nos padronizar, a rachadura do espelho, deixando-nos destorcidos, torcendo a melhorar, torcendo a última gota do sorisso forçado, o olhar sobre o ombro, a insegurança, a última dança do baile de máscaras, a desmascarar companhia, enquanto esvazia o coração e traz o vagão que acomoda, nos leva, ida e volta, meia volta, volta a circular.
Há amor demais, em teoria, e do mais pode se tirar uma parte, deixar a trilha de migalhas, guiar o caminho, iluminar a estrada, polimerizar.

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