Invisível

Não peço que me note, mas anote, as paradas súbitas do coração acelerado, é intencional, não tenciono os músculos a funcionar. Minha fraqueza, sempre a mesma, o ponto cego, entre a total falta de luz e a clareza, o ego, no escuro, inapto a enxergar, isso é tudo, tudo o que poderia ser.
Tem horas que te encontro em meu pensamento, essa é a razão que uso para manter o movimento, a rotação, eu cedo, te deixo dentro, até que em algum momento, inesperado, estou inspirando o seu cheiro intragável, esquentando os restos do amor no prato, deixando ser suficiente, acredito, estou consciente, aceito a parte que me sobra, as sobras do seu desejo, preencho, até que me pego preso, enquanto troco de lugar, aceito a cela e te deixo voar.
Me pergunto, que tipo de amor é do seu conhecimento, o que constrói pontes ou o elo entre a aceitação e o afago ao ego. Questiono, o quanto posso manter desses desejos, da fraqueza, o quanto aguento, até perder a essência, até ceder a indecência de um amor refutável, ficar estagnado, encarcerado pela falta e da falta, sobrar, e da falta, fazer-te amor, fazer-te amar.

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