Segredo

Tenho contado, cada palavra dita, meu ditado, palavras perdidas no diário, na nuvem, no teto do quarto, quando imagino tenho você comigo e me bastaria, meia vida se fosse assim que viveria.
Sem ver, te conto os quatro cantos do meu quarto, meu dia e os detalhes entalhados, é a metade direita que soma, que aguarda, guardando na pequena bagagem, na mala traz a tona a vontade, sem tempo, sem jeito, já não sei como não ter você em todos pensamentos, como posso controlar se não tento? Como posso ter menos de você em meu peito?
Precipitado, como sempre do lado esquerdo soa o alerta, os ponteiros que param, parece que é mesmo o medo de perder, do passado, de respirar sem saber se há vida, antecipado, se há via para percorrer ao teu lado. Pudesse ser esse o último dia do segredo, puderá ser convicta, a clareza da certeza absoluta, mas é hora atrás de minuto, pressa, o absurdo, conto até 10 a cada segundo.
Desacelero, mantenho o silêncio, deixo ser teu também o segredo, espero me contar, quanto é a soma do que sente, os teus anseios, de que precisaria, que meia vida bastaria, se eu estaria, se haveria nós, se um dia haveria, amor.

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