Sonho

Percebi que parei de discernir a realidade quando os fatos se confundiam entre sonhos dormindo e acordado. Da frutífera imaginação veio o trato selado entre minha óbvia intenção de te amar e o racional inanimado, mas ainda assim faltava algo a pulsionar a veia que nutria a única sinapse ativa, a única guia gritando a desesperar-se, a perder a paciência, a entregar-te.
Em total silêncio me via no espelho acima, o tempo corria e as fases do dia se confundiam no quarto escuro, pouco nítidas ouvia as vozes ao fundo, ofuscadas pelas vistas anestesiadas a forçar as pálpebras, deixando-me levar pela ilógica noção conjunta de vida, deixando-me levar pela lucidez do que via, deixando-me ir.

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