Jangada

Providencio a jangada, baixo a guarda e te deixo me navegar rio abaixo, o fato é que falta tato para alcançar o seu estado sólido, e solidificado trago ao meu pulmão o que o coração não carrega, te respiro e torno-o ar espesso, difícil de tragar o respingo do que me sobra do seu amor. A brecha no contrato é o retrato do meu ego, deslanchando a avalanche que me cobre, tempesteia, me torna a areia que cobre o oceano a te procurar, é o encontro do oposto, a contra proposta, o inferno as nossas costas a alcançar o que era, e erra, me deixa errar, me deixa levar seu coração de pedra a beira do abismo, o jogo, te sinto, o som oco, ecoando nas paredes da costela, incendeia, veleja as veias da jangada de madeira viva e o amor que peço, a remar.

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