Mania

Se me passa um segundo, o sinto,
um instinto engatilhado, um vestígio.

Certo como um erro, perco a mão na dosagem,
do veneno que corrói e constrói a vontade.

Erro no uso do tanto e do quanto,
Deixo a deriva, a crescer o encanto.

Em resposta as memórias do abraço porvir,
Transformo em história o que posso sentir.

Moldo no vento as noções de querer,
Sem perceber quanto eu deixo de ser.

Assim me perco, me deixo aos poucos,
Me preencho em vazios, me torno o outro.

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