Caos

Inerte, como o verso de uma obra de arte a buscar o seu valor, nunca sentiu-se livre, e enquanto se apaixonava pelo tempo estagnou-se no caos.
Contradisse, transbordou metade das lembranças, guardou-se e criou o vácuo, orbitou em seu próprio espaço até colidir.
Metades, terços, quartos, pôs-se a prova, andou descalço, mirou no risco, acertou o marasmo, era solúvel, mas intragável, o gosto conhecido, engasgado, não era feliz ou triste, pelo contrário, era mais do que o estado de ser.
Foi quando percebeu o rarefeito toque do esquecimento, viu-se preso entre a companhia do caos e do medo, isolou-se, conheceu-se, transformou-se e do se fez companhia, velejou.

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